O Ministério da Agricultura do Japão anunciou sábado, 7 de abril, que desenvolverá um novo tipo de arroz resistente ao calor e à falta de água, em antecipação a períodos de escassez ocasionados pelo aquecimento global.
A medida faz parte de um estudo que prevê quedas na produção de arroz e perdas de florestas se os níveis de dióxido de carbono na atmosfera duplicarem e aumentar o nível de mercúrio, segundo a agência Kyodo.
Regiões no centro e no oeste do Japão perderão até 40% de seus cultivos de arroz devido ao aquecimento global, mas algumas das zonas setentrionais verão aumentar suas colheitas do grão, diz o estudo.
O aumento da temperatura deslocará as zonas aptas para o cultivo de frutas para o norte do arquipélago japonês, enquanto, nas atuais regiões produtoras, as frutas sofrerão deterioração ou descoloração.
Segundo a informação, no final deste século, as emissões de dióxido de carbono serão de entre 1,3 e 3,3 vezes os níveis atuais, elevando as temperaturas atuais em até 6,4 graus.
domingo, 8 de abril de 2007
sábado, 7 de abril de 2007
Rio São Franciso
O tema água é extremamente vasto, principalmente no Brasil. Escolhi o Rio São Francisco para homenagear e contar a todos a história sobre algo tão importante para nós.
fonte: Site da Fundação Joaquim Nabuco
O rio São Francisco, denominado "rio da unidade nacional" representa a força de todas as correntes étnicas do Brasil, porque uniu as raças desde as camadas humanas mais antigas às estruturas étnicas e políticas mais recentes do país. Aproxima o sertão do litoral e integra homens e culturas.
Foi descoberto em 4 de outubro de 1501, pelos viajantes Américo Vespúcio e André Gonçalves. Os índios que habitavam a região chamavam-no de Opara, que significa rio-mar. Recebeu o nome de São Francisco em homenagem a São Francisco de Assis, nascido na Itália 319 anos antes do seu descobrimento.
Ele nasce na serra da Canastra no município de Piumi, oeste de Minas Gerais e desemboca na Praia do Peba no estado de Alagoas. É conhecido também como Rio dos Currais por ter servido de trilha para transporte e criação de gado na época colonial, ligando a região Nordeste às regiões Centro-Oeste e Sudeste.
É considerado o terceiro maior rio do Brasil, possui 3.163 quilômetros quadrados de extensão e sua bacia possui 640.000 quilômetros quadrados de área, o que eqüivale a sete vezes o país de Portugal.
A fonte de vida e de riqueza de suas águas possibilitam o múltiplo uso do seu potencial hídrico, para abastecimento humano, agricultura irrigada, geração de energia, navegação, piscicultura, lazer e turismo. Ao longo de sua extensão aparecem várias quedas d'água, destacando-se a Cachoeira Grande, com 2.800m. de extensão; a Cachoeira de Pirapora, que faz limite entre o curso alto e médio do rio; a Cachoeira de Sobradinho, com 5km de extensão; Itaparica, a quarta cachoeira do Alto ao Baixo São Francisco que, com seu grande volume de água, dá ao sítio um aspecto pitoresco e a Cachoeira de Paulo Afonso, a cascata mais alta do mundo com os seus 82 metros de fundo e de beleza natural ímpar.
Há alguns anos, vários problemas de natureza social e econômica vêm afetando o percurso natural do rio, como o assoreamento, o desmatamento de suas várzeas, a poluição, a pesca predatória, as queimadas, o garimpo e a irrigação.
Quinhentos anos depois de seu descobrimento, o rio São Francisco é ainda hoje o principal recurso natural que impulsiona o desenvolvimento regional, gerando energia elétrica para abastecer todo o Nordeste e parte do estado de Minas Gerais, através das hidroelétricas de Paulo Afonso, Xingó, Itaparica, Sobradinho e Três Marias.
Diante de sua extraordinária importância para o Brasil, no decorrer desses 500 anos de exploração, o Velho Chico necessita de um melhor tratamento. A sua preservação espacial se faz necessária e urgente, para que ele possa ser útil também às futuras gerações.
fonte: Site da Fundação Joaquim Nabuco
O rio São Francisco, denominado "rio da unidade nacional" representa a força de todas as correntes étnicas do Brasil, porque uniu as raças desde as camadas humanas mais antigas às estruturas étnicas e políticas mais recentes do país. Aproxima o sertão do litoral e integra homens e culturas.
Foi descoberto em 4 de outubro de 1501, pelos viajantes Américo Vespúcio e André Gonçalves. Os índios que habitavam a região chamavam-no de Opara, que significa rio-mar. Recebeu o nome de São Francisco em homenagem a São Francisco de Assis, nascido na Itália 319 anos antes do seu descobrimento.
Ele nasce na serra da Canastra no município de Piumi, oeste de Minas Gerais e desemboca na Praia do Peba no estado de Alagoas. É conhecido também como Rio dos Currais por ter servido de trilha para transporte e criação de gado na época colonial, ligando a região Nordeste às regiões Centro-Oeste e Sudeste.
É considerado o terceiro maior rio do Brasil, possui 3.163 quilômetros quadrados de extensão e sua bacia possui 640.000 quilômetros quadrados de área, o que eqüivale a sete vezes o país de Portugal.
A fonte de vida e de riqueza de suas águas possibilitam o múltiplo uso do seu potencial hídrico, para abastecimento humano, agricultura irrigada, geração de energia, navegação, piscicultura, lazer e turismo. Ao longo de sua extensão aparecem várias quedas d'água, destacando-se a Cachoeira Grande, com 2.800m. de extensão; a Cachoeira de Pirapora, que faz limite entre o curso alto e médio do rio; a Cachoeira de Sobradinho, com 5km de extensão; Itaparica, a quarta cachoeira do Alto ao Baixo São Francisco que, com seu grande volume de água, dá ao sítio um aspecto pitoresco e a Cachoeira de Paulo Afonso, a cascata mais alta do mundo com os seus 82 metros de fundo e de beleza natural ímpar.
Há alguns anos, vários problemas de natureza social e econômica vêm afetando o percurso natural do rio, como o assoreamento, o desmatamento de suas várzeas, a poluição, a pesca predatória, as queimadas, o garimpo e a irrigação.
Quinhentos anos depois de seu descobrimento, o rio São Francisco é ainda hoje o principal recurso natural que impulsiona o desenvolvimento regional, gerando energia elétrica para abastecer todo o Nordeste e parte do estado de Minas Gerais, através das hidroelétricas de Paulo Afonso, Xingó, Itaparica, Sobradinho e Três Marias.
Diante de sua extraordinária importância para o Brasil, no decorrer desses 500 anos de exploração, o Velho Chico necessita de um melhor tratamento. A sua preservação espacial se faz necessária e urgente, para que ele possa ser útil também às futuras gerações.
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Homenagem
A água, por sua beleza e importancia, é inspiração de muitos poetas. Segue um dos poemas em sua homenagem, escrito por Raul Machado.
Poema da água.
A água também nasce pequenina
- nasce gota de orvalho ou de neblina...
A água também tem a sua infância
- quando apenas riacho cantarola
brinca de roda nos redemoinhos
salta os seixos que encontra
e faz apostas de corrida - travessa -
por entre as grotas e peraus
e arranca as flores que a marginam
para engrinaldar a cabeleira solta
sobre o leito revolto das areias...
A água também tem adolescência
- sonha lagos românticos à lua
fitando os astros namorados dela
embevecida em seus olhos de ouro...
e assim sempre amorosa e sonhadora
vai tecendo e bordando - dia e noite
o seu vestido de noiva nas montanhas
e o seu véu de noivado nas cascatas...
A água também tem maturidade
- fica serena e grave em rios fundos
e num destino generoso e amigo
espalha a vida que em si mesma encerra
semeia bençãos para o grão de trigo
abre caminhos líquidos da terra
e enlaça os povos através dos mares...
A água também tem sua velhice
-e de ver-lhe os cabelos muitos brancos
onda lenta de espuma destrinçada em neve, nos ares flutuando...
A água também sofre...e quando sofre
se faz divina e vem brilhar em lágrimas
ou se reflete a dor da natureza
geme no vento transformada em chuva.
A água também morre...e quando seca
- e a sua morte entristece tudo :
choram-lhe, enfim na desolação,
todos os seres vivos que a rodeiam
porque ela é o seio maternal da vida
e de tal maneira ama seus filhos rudes
que muitas vezes para os salvar se deixa
ficar sem o murmúrio de uma queixa
prisioneira de poços e açudes...
Bendita seja, pois, água divina
que fecunda, consola, dessedenta, purifica,
e que, desde pequenina,
feita gota de orvalho,
mata a sede das plantas entreabertas
e prepara o festivo esplendor da primavera...
e que, nascida em píncaros da serra
vem de tão alto, procurando sempre ter
um fim de planície e de humildade
até perder, na última renúncia,
o nome de batismo de seus rios
para ficar anônima nos mares.
Poema da água.
A água também nasce pequenina
- nasce gota de orvalho ou de neblina...
A água também tem a sua infância
- quando apenas riacho cantarola
brinca de roda nos redemoinhos
salta os seixos que encontra
e faz apostas de corrida - travessa -
por entre as grotas e peraus
e arranca as flores que a marginam
para engrinaldar a cabeleira solta
sobre o leito revolto das areias...
A água também tem adolescência
- sonha lagos românticos à lua
fitando os astros namorados dela
embevecida em seus olhos de ouro...
e assim sempre amorosa e sonhadora
vai tecendo e bordando - dia e noite
o seu vestido de noiva nas montanhas
e o seu véu de noivado nas cascatas...
A água também tem maturidade
- fica serena e grave em rios fundos
e num destino generoso e amigo
espalha a vida que em si mesma encerra
semeia bençãos para o grão de trigo
abre caminhos líquidos da terra
e enlaça os povos através dos mares...
A água também tem sua velhice
-e de ver-lhe os cabelos muitos brancos
onda lenta de espuma destrinçada em neve, nos ares flutuando...
A água também sofre...e quando sofre
se faz divina e vem brilhar em lágrimas
ou se reflete a dor da natureza
geme no vento transformada em chuva.
A água também morre...e quando seca
- e a sua morte entristece tudo :
choram-lhe, enfim na desolação,
todos os seres vivos que a rodeiam
porque ela é o seio maternal da vida
e de tal maneira ama seus filhos rudes
que muitas vezes para os salvar se deixa
ficar sem o murmúrio de uma queixa
prisioneira de poços e açudes...
Bendita seja, pois, água divina
que fecunda, consola, dessedenta, purifica,
e que, desde pequenina,
feita gota de orvalho,
mata a sede das plantas entreabertas
e prepara o festivo esplendor da primavera...
e que, nascida em píncaros da serra
vem de tão alto, procurando sempre ter
um fim de planície e de humildade
até perder, na última renúncia,
o nome de batismo de seus rios
para ficar anônima nos mares.
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Porque não reutilizar a água?
O engenheiro Paulo Ferraz Nogueira, especialista no tema sobre água, acredita que o uso racional dela pode ser uma saída para combater a escassez do produto. Ele diz que a tecnologia de membranas filtrantes (água reciclada), a utilização do subsolo e o aproveitamento das águas de chuva são boas alternativas para o Brasil.
A quantidade de água doce no planeta é somente 2,5%, sendo que deles, 2% estão nas geleiras e apenas 0,5% está disponível na superfície.
Nogueira não acredita que falte água para consumo humano em nosso País, seja nas cidades, no campo, ou mesmo no nosso semi árido Nordestino. Apenas ela precisa ser tratada como bem econômico que é, essencial à vida, à saúde, à economia, na indústria, na agricultura e por todos os setores da sociedade.
Existem dois sites importantes que tratam sobre o reuso de água: www.usp.br/cirra - Centro Internacional de Referência em Reuso de Água, www.abcmac.org.br - Associação Brasileira de Captação e Manejo de Água de Chuva.
A quantidade de água doce no planeta é somente 2,5%, sendo que deles, 2% estão nas geleiras e apenas 0,5% está disponível na superfície.
Nogueira não acredita que falte água para consumo humano em nosso País, seja nas cidades, no campo, ou mesmo no nosso semi árido Nordestino. Apenas ela precisa ser tratada como bem econômico que é, essencial à vida, à saúde, à economia, na indústria, na agricultura e por todos os setores da sociedade.
Existem dois sites importantes que tratam sobre o reuso de água: www.usp.br/cirra - Centro Internacional de Referência em Reuso de Água, www.abcmac.org.br - Associação Brasileira de Captação e Manejo de Água de Chuva.
terça-feira, 3 de abril de 2007
Hevin Gardner e suas bolas d'água
Em algum lugar do universo há um planeta cuja superfície está 100% coberta por água doce. Este planeta chama-se Rinogore. As coisas iam bem por ali até que seus habitantes receberam uma triste notícia. Hevin Gardner, um peixe cientista que media aproximadamente 12 cm, comunicou em assembléia geral que a água de Rinogore estava evaporando. O comunicado gerou medo e apreensão, uma vez que nada minimamente espetacular jamais havia acontecido no pequeno planeta de água.
Até mesmo habitantes de galáxias vizinhas tiveram idéias criativas e inovadoras. No entanto nada parecia significar uma solução real para o terrível problema da evaporação da água em Rinogore. Foi então que Hevin Gardner, num momento de sorte, lembrou-se de um livro que havia lido 5 anos atrás. Em Breakfast of Champions, Kurt Vonnegut narra a história de uma ilha onde parte da população perde o direito de propriedade de terra e também o direito de pisar em terras alheias. Mostrando-se inteligente e caridoso, o presidente da ilha presenteia cada um desses indivíduos com um enorme balão de gás hélio. Assim, eles continuam habitando a ilha sem pisar em terras das quais não são donos.
Foi baseado nesse conto de ficção científica que o peixe cientista deu início ao seu projeto. Após 7 meses de estudos e experiências, Hevin Gardner apresentou na Câmara o que ele chamou de "projeto anti-evaporação". O projeto foi aprovado e após 12 meses de implantação todos os habitantes de Rinogore já rolavam por todos os lados em bolas de acrílico cheias de água.
Até mesmo habitantes de galáxias vizinhas tiveram idéias criativas e inovadoras. No entanto nada parecia significar uma solução real para o terrível problema da evaporação da água em Rinogore. Foi então que Hevin Gardner, num momento de sorte, lembrou-se de um livro que havia lido 5 anos atrás. Em Breakfast of Champions, Kurt Vonnegut narra a história de uma ilha onde parte da população perde o direito de propriedade de terra e também o direito de pisar em terras alheias. Mostrando-se inteligente e caridoso, o presidente da ilha presenteia cada um desses indivíduos com um enorme balão de gás hélio. Assim, eles continuam habitando a ilha sem pisar em terras das quais não são donos.
Foi baseado nesse conto de ficção científica que o peixe cientista deu início ao seu projeto. Após 7 meses de estudos e experiências, Hevin Gardner apresentou na Câmara o que ele chamou de "projeto anti-evaporação". O projeto foi aprovado e após 12 meses de implantação todos os habitantes de Rinogore já rolavam por todos os lados em bolas de acrílico cheias de água.
segunda-feira, 2 de abril de 2007
O programa fantástico da rede globo, realiza um quadro chamado planeta água todo domingo, evidenciando todos os problemas que estão acontecendo com nosso meio ambiente.
Neste vídeo a seguir, a reportagem mostra a situação na região de Ilha de Deus, localizada em Recife, onde parte dos moradores não tem água encanada, e os que têm recebem água que é misturada junto com o esgoto.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM659742-7823-PLANETA+AGUA,00.html
Este vídeo mostra a situação precária que vivem muito dos brasileiros, sem ter água encanada, o que prejudica muito na saúde das pessoas.
Neste vídeo a seguir, a reportagem mostra a situação na região de Ilha de Deus, localizada em Recife, onde parte dos moradores não tem água encanada, e os que têm recebem água que é misturada junto com o esgoto.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM659742-7823-PLANETA+AGUA,00.html
Este vídeo mostra a situação precária que vivem muito dos brasileiros, sem ter água encanada, o que prejudica muito na saúde das pessoas.
domingo, 1 de abril de 2007
A crise mundial da água e a desigualdade social
Palafitas na margem do Rio Jari, no município de Laranjal do Jari, no Amapá: falta de saneamente é uma constante no País. Foto: Sebastião Moreira/AE
A escassez de água no mundo é agravada em virtude da desigualdade social e da falta de manejo e usos sustentáveis dos recursos naturais. De acordo com os números apresentados pela ONU - Organização das Nações Unidas - fica claro que controlar o uso da água significa deter poder.As diferenças registradas entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento chocam e evidenciam que a crise mundial dos recursos hídricos está diretamente ligada às desigualdades sociais. Em regiões onde a situação de falta d’água já atinge índices críticos de disponibilidade, como nos países do Continente Africano, a média de consumo de água por pessoa é de dezenove metros cúbicos/dia, ou de dez a quinze litros/pessoa. Já em Nova York, há um consumo exagerado de água doce tratada e potável, onde um cidadão chega a gastar dois mil litros/dia.Segundo a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), menos da metade da população mundial tem acesso à água potável. A irrigação corresponde a 73% do consumo de água vai para a indústria e apenas 6% destina-se ao consumo doméstico. Um bilhão e 200 milhões de pessoas (35% da população mundial) não têm acesso a água tratada. Um bilhão e 800 milhões de pessoas (43% da população mundial) não contam com serviços adequados de saneamento básico. Diante desses dados, temos a triste constatação de que dez milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças intestinais transmitidas pela água.
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